A nossa experiência em Erasmus +

Entre os dias 8 de novembro e 10 de dezembro, do ano de 2025, duas estudantes da Escola Secundária de Santa Maria, Alice Teixeira e Íris Sales, participaram numa atividade de longa duração, do programa Erasmus +, no norte de França. Cada uma das alunas ficou em famílias de acolhimento separadas, porém frequentaram a mesma escola. Como retribuição, uma das alunas chegou a acolher também uma estudante francesa na sua casa portuguesa, durante um mês. Esta notícia, reflete, de forma genuína, as suas experiências ao longo destes trinta e três dias a estudar numa escola estrangeira.
Toquemos, então, primeiramente, nas opostas expectativa vs realidade! Ambas as alunas afirmaram que as suas expectativas se revelaram irrealistas. Enquanto que uma das alunas se achava super confiante e capaz de passar um mês inteiro fora de casa, com outra família, com diferentes rotinas (tendo sido capaz, porém foi mais difícil do que esperava); a outra estudante imaginou uma cidade com uma maior presença de movimento e acontecimentos. Nos dias úteis, a rotina de ambas as estudantes portuguesas baseava-se em ir à escola e a uma pequena pastelaria ao pé. Por vezes, realizavam atividades a meio da semana, tais como jogar bowling, patinar no gelo, passear em jardins e ir às compras. Ao chegarem a casa da escola, conversavam com a sua família de acolhimento relativamente ao dia vivido e a planos futuros. Todavia, durante os fins de semana, uma das alunas indicou que tinha momentos em família e mais caseiros, como jantar sempre pizza à sexta-feira, no sofá e um jantar com amigos familiares. Indicou também que viajava sempre em família, consistindo as viagens em passeios, a pé e de carro, pela vila e na ida a restaurantes e cafés. A outra aluna portuguesa revelou que durante os fins de semana visitou um oceanário e jardins para além dos sítios em que ambas as alunas visitaram, como Saint-Malo e o centro da cidade de Rennes. Relativamente às diferenças culturais que se destacaram, as duas alunas afirmaram que as mesmas se encontram muito na comida: no fim da refeição, os franceses comem sempre iogurte e queijo (coisa que, pelo menos em Portugal, não estão habituadas a fazer); a beterraba é considerada uma entrada e não uma constituinte do prato principal; o cogumelo é comido cru à entrada, também; come-se muito alface “iceberg” em saladas e a manteiga é usada em todas as comidas. Outras diferenças que se salientaram, foi o facto de poucos franceses falarem inglês fluentemente, a dificuldade para falar e compreender a língua é mesmo grande; na escola frequentada pelas estudantes, os alunos não estão divididos por turmas, cada um desloca-se para a sala onde vão ter a disciplina específica; a comida do refeitório escolar em França é muito melhor que em Portugal; os menores de idade podem conduzir a partir dos 16 anos de idade, caso estejam acompanhados por um adulto experiente; a disciplina de educação física apresenta um menor nível de dificuldade que em Portugal, por fim, apesar das suas especialidades, os alunos são obrigados a terem disciplinas de áreas completamente diferentes, revelando-se como pessoas independentes. Abordando, agora, os momentos favoritos e os momentos menos apreciados desta experiência. De forma geral, as alunas indicaram que o que mais gostaram neste mês incluia o prazer que tinham em comer diversos bolos de pastelarias com ótima qualidade, o clima frio (como a neve observada por uma das alunas), as “cómicas diferenças culturais”, a prática progressiva de falar e entender a língua francesa e a passageira ação de conhecer pessoas das suas idades com estilos de vida muito diferentes. Por outro lado, o que se destacou em ser mais aborrecido para as estudantes neste período de tempo no estrangeiro foi o facto da comida caseira se apresentar constantemente insonsa (para o seu paladar português) e do horário escolar sobrecarregado na escola francesa, prolongando-se das 8h00 às 18h00, três vezes
por semana, onde os alunos chegavam e saíam da escola à noite (no horário de inverno). Por fim, gostaríamos de acabar esta notícia com uma mensagem especial, individual de cada aluna, destinada a futuros candidatos ao programa Erasmus +, de longa duração. Primeiramente, Alice aconselha que: “(...) conheçam pessoas, falem com elas e aprendam com elas. O facto de alguém ser de um país diferente do nosso pode ajudar-nos a ver o estrangeiro de uma maneira completamente diferente.” Em segundo lugar, Íris testemunha: “É uma experiência que vale imenso a pena realizar! Recomendo muito, caso sejas curioso acerca de diferentes culturas, se gostas do desafio de tentar comunicar com estrangeiros, e se estás disposto a mudar a tua rotina por completo, abdicando de certas comodidades. Convém também estares confortável com a ideia de mudança de clima por completo e aceitares que vais ter muito menos espaço pessoal. Por fim, estares pronto para te ausentares dos teus entes queridos por muito tempo e seres capaz de suportar as tuas relações através de sistemas online e virtual.”

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